7 de abr. de 2010

HATE!

Não sei bem o que aconteceu. Eu fui assistir um filme no cinema hoje e senti uma presença diferente comigo além do meu colega que me acompanhava. Durante todo o tempo aquela presença pesada não me deixava.
Ao sair do shopping vejo a figura: sobretudo preto, camisa preta, jeans desbotado, botas já um pouco gastas, barba por fazer, boné na cabeça. Em uma das mãos um cigarro que fumegava e espalhava o cheiro entre os que por ele passavam, na outra uma garrafa de vinho barato recém aberta.
Sua face era de alguém que passou por coisas na vida que acho que ninguém merecia, mas ali estava ele, de pé e encarando tudo e todos que cruzavam sua frente. Começamos a conversar nem sei por que ou por qual assunto, sua voz era grave, quase rouca pelo cigarro, andamos conversando o caminho inteiro, divindo a garrafa e a bebedeira. Seu humor esse dia não era dos melhores, seu dia tinha sido pior que o esperado e queria demorar a chegar em casa pois sabia que a noite iria piorar, estava certo.
Seu humor era negro, piadas que deixavam muitos que ouviam a conversa ruborizadas, direto e seco com sua sinceridade dilacerante que por vezes me mostrou a face desprezível de muitos seres, que tem coragem de se chamarem de humanos ainda depois das atrocidades que cometem em suas rotinas diárias. Discriminação racial, sexual ou religiosa por ele era abominada, assim como o fanatismo de qualquer tipo ou obrigar outras a ouvirem o que você quer, como um religioso que vendia seus CD's e os tocava em uma caixa acústica no ponto de ônibus. Foi uma noite construtiva, pude perceber minhas semelhanças com esse que se entitutla B, mas percebi também que não quero me tornar como ele, tenho muito ainda pela frente.
Sorte que essa noites tínhamos um ao outro para conversar, pena que tudo foi em minha mente e eu estava sozinho precisando de alguém para conversar.

16 de dez. de 2009

Ai, a chuva…

Que gostoso um banho de chuva geladinho! Faz tempo q não tomava um de bom grado e ainda chegava em casa sorrindo apesar do frio na minha pele. O mais importante não foram as lembranças de noites remotas voltando od serviço ou aquelas tardes de brincadeira na rua, mas sim a construção de novas memórias, e que bela visão aquele mulherão com o cabelo molhado e o vestido grudado ao corpo andando de mãos dadas comigo. Taí mais uma coisa pra eu contar de história pra todo mundo, especialmente a parte do caroneiro furão que não veio nos buscar… hehehe… ele não queria se molhar.